ESCRITOS ALEATÓRIOS PARA MÁSCARAS E INCERTEZAS
Flor é a palavra flor, não por dizer, mas por silenciar
Flor é o crisântemo aceso aguardando com ansiedade
a visitante tardia
Flor é o bicho de Lígia Clark quando você toca
e ele se abre
Flor é a orelha decepada de tuas obsessões psico-sexuais
derramando girassóis no ocaso para espantar os
últimos corvos
(há sempre relações possíveis entre folhas e navalhas)
Flor: rã de Patrick Süssenkind na vulvinha virgem da próxima vítima
engolindo insetos e aspirando o hálito ainda quente de um
perfume desconhecido
Há flores que nascem no estrume das feiras livres de Paris
Mas não exagere em arte conceitual, chá de papoula é
natureza morta
pintada de amarelo
Flor é o crisântemo aceso aguardando com ansiedade
a visitante tardia
Flor é o bicho de Lígia Clark quando você toca
e ele se abre
Flor é a orelha decepada de tuas obsessões psico-sexuais
derramando girassóis no ocaso para espantar os
últimos corvos
(há sempre relações possíveis entre folhas e navalhas)
Flor: rã de Patrick Süssenkind na vulvinha virgem da próxima vítima
engolindo insetos e aspirando o hálito ainda quente de um
perfume desconhecido
Há flores que nascem no estrume das feiras livres de Paris
Mas não exagere em arte conceitual, chá de papoula é
natureza morta
pintada de amarelo
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