Sol carnal.
Melodias e danças deste corpo que confunde o meu pensamento. Palavras jogadas contra meu peito fazendo com que o impacto escorra por meus olhos. Quero apenas chorar, mas não posso. Manter-me forte pois não quero a dor de perde-la novamente. Ou a dor de te-la? Meu coração foi roubado e desde então, tento incansavelmente recupera-lo deste buraco infinito que deleito meu pranto. A pele morena a tocar meu rosto e os beijos desesperados a molhar meus lábios. Desejo o que um dia já foi meu. Incontrolada por apenas um dos tantos sinais que recebia do tal amor recíproco, aquele que não sinto mais a existência. Erros deixados para trás, sem conseguir recordar-me deles quando aqueles olhos fitam os meus. Mergulho na eterna armadilha dos rios turbulentos e sem medo de perder o oxigênio, me entrego mais uma vez.
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