Sol carnal.
Melodias e danças deste corpo que confunde o meu pensamento. Palavras jogadas contra meu peito fazendo com que o impacto escorra por meus olhos. Quero apenas chorar, mas não posso. Manter-me forte pois não quero a dor de perde-la novamente. Ou a dor de te-la? Meu coração foi roubado e desde então, tento incansavelmente recupera-lo deste buraco infinito que deleito meu pranto. A pele morena a tocar meu rosto e os beijos desesperados a molhar meus lábios. Desejo o que um dia já foi meu. Incontrolada por apenas um dos tantos sinais que recebia do tal amor recíproco, aquele que não sinto mais a existência. Erros deixados para trás, sem conseguir recordar-me deles quando aqueles olhos fitam os meus. Mergulho na eterna armadilha dos rios turbulentos e sem medo de perder o oxigênio, me entrego mais uma vez.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
A beleza de teus seios.
Oh... minha amada quero você junto a mim - como as pétalas de rosas que estão a nascer - em uma manhã de claridade surreal - onde a bel…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*