POEMA SEM NOME
Hoje soube que ia morrer, e supliquei
às vozes do Hades que de mim se enlaçavam
o oblívio, o preço, a ilusão da passagem
que levarei no fim, memória da viagem.
Mas as colunas douradas, que a sustentam,
no fundo da espiral, do vórtice que sou,
vibraram na vida que se escoa e nasce,
resplandecendo em pontos em que o prazer cresce,
Porque o segredo escuro que me ata, leve,
cobre a voz da sereia e atiça o lume
das vozes que do fundo sobem e me enleiam
E os laços que me ligam há minha própria morte
são fogo que me nutre e assegura a vida
dos rostos mudos do presente que me basta.
Por "Paula Lago"
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
É rica...
Jorge E. Leal
É Rica por conhecer a História, Mantém seus sonhos secretos. Da França, caminha na glória, Em busca, anseios concret…
Julian Lael
Marítima alusão da vida
no convés de mim singro minhas águas as que fluem do riso as que nadam as lágrimas quase todas resumidas nas correntezas que lavro atrav…
AurelioAquino
So sad he had to go
So sad he had to go
Yes he was suffering a lot
He was an alcoholic also
He used to drink like fish
Yes he was destroying his liver
A…
Aldo gabbay kraas
Um casal ( a terra e o humano )
Nossa criação humana sempre foi muito bela... desde a formação desta magnifica terra - nada foi criado contra o homem e a mulher... pelo …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*