PENDURADO NA JANELA
ENCILHEI O MEU CAVALO
PASSEI A MÃO EM MEU ROSTO TRISTE
OLHEI TODAS AS ESTRELAS LÁ NO CÉU
E MONTEI
VI A PORTEIRA AO LONGE
LÁ ONDE A SAUDADE SE ESCONDE
QUANDO VOCÊ NÃO ESTA
VI O BRILHO DO LUAR
O BARULHO DO RIO PASSANDO
COMO SE FOSSE LEVANDO
TODAS AS LÁGRIMA QUE JÁ DERRAMEI
MAS SEI
QUE UM DIA VOCÊ VAI VOLTAR
BATI NA ANCA DO CAVALO
E SAI NO TROTE
DENTRO DE UM GALOPE DESENFREADO
COMO SE FOSSE ME ESBORRACHAR DENTRO
DESTAS LEMBRANÇAS QUE AO MEU LADO
TAMBÉM VEIO CAVALGAR
TIREI O CHAPÉU
SENTI A BRISA ME ACARICIANDO
ENQUANTO FUI ME RECOMPONDO
TENTANDO NÃO CHORAR
POIS SEI QUE LÁ EM CASA NADA ME ESPERA
POIS SEMPRE QUE CHEGO ENCONTRO
PENDURADO NA JANELA
A SAUDADE QUE ME DEU.
MAS SEI QUE AINDA NÃO ME ESQUECEU
POIS UMA LÁGRIMA SUA VEIO NO VENTO
BEIJAR MINHA BOCA
CONTANDO QUE SEMPRE. VAI ME AMAR.
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