Infinito tudo

Quando foi que trocámos
nossas confidencias
mastigando doces palavras
salteadas em gomos de poesia
sem mais rompermos o amor
com outras divergências
Quando foi que depositámos
neste infinito tudo
as sombras carentes
permanecendo só em nossos
entes irreverentes uma pluma
de poesia silenciando a soleira
de nossas almas dirimindo toda
a sentença de vida que jaz dispersa
entre todos os Universos que se apressam
em fugas por mim explodindo
perante o olhar de toda a eternidade
que todas as fés do mundo professam
Quando foi que nos deixámos
abraçar naquela noite
onde convergiam unânimes
todos os ensinamentos embalados
numa oração perfumada
por mil felizes e alucinantes existências
Quando foi que o mundo cegou
o tempo parou
o rumo mudou
a liberdade sobreviveu
neste pensamento veloz
que sôfrego invento
Quando foi...nosso infinito tudo
deixado neste momento de tempo
imortalizado em cada milímetro de esperança
colorindo cada hora deste imenso
sedento e feliz comprometimento
Quando foi...?
Frederico de Castro
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