Sombras manietadas

Soltam-se as sombras
no lajedo do tempo que
foge amedrontado
Reergue-se porém
delicado
o gomo de luz
clareando os sótãos na noite
reflectindo o vulto
solitário onde brilham
todos os meus irrequietos
silêncios manietados
Frederico de Castro
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