MENTE CANSADA

Logo p'la madrugada,
Saio acelerada
Às vezes sem ver!

Na memória guardada,
Levo lista que passo,
Minutos a rever,
Por muito que pense,
Há um bloqueio na mente,
E fico a cismar,
Não há memória que aguente,
Não há memória que aguente,
Para tudo fixar!

Vou perdendo o tino,
E parte da lista,
Já não a domino!

E enquanto caminho,
Falando baixinho,
De soslaio olho a montra,
E só aí me dou conta,
E enxergo o casaco,
Do avesso revirado.

Coro de vergonha,
Sigo os olhares,
Para o casaco mudar,

Para quê tanta pressa?
Se a mente travessa,
Cansada de pensar,
Fica baralhada,
E por muito que se esforce,
Não consegue acalmar.

24-11-2015 Maria Antonieta Matos
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