Historieta
Há nesta cidade camas
onde jamais tornarei
a me deitar.
Há nesta cidade
moças de lábios avermelhados
que jamais tornarei a beijar.
Há nesta cidade
faces encharcadas
que minhas mãos nunca mais
irão enxugar.
Vozes que irão
sussurrar segredos
aos ouvidos de um
outro alguém.
Peles que irão
se arrepiar ao
toque de outras
mãos.
Minha imagem
se torna um borrão
insignificante
na mente dessas moças
que hoje sorriem,
e é um riso verdadeiro,
puro,
e feliz-
sem o peso em
seus calcanhares.
Há nesta cidade
alguém que caminha fitando
o chão,
de semblante triste,
pensando em moças
que um dia foram
tudo em sua vida-
e que hoje são a razão
deste poema,
de todos que vieram.
Que virão.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Obra N.° 4: Enxurrada de Beijos
Me deixas tão louco!
À beira de um precipício, eu diria
Minha esposa e amiga
Que pele macia!
Só de ver o brilho da tua…
Vilar Romancista
Minhas Saudades Serão Tuas Saudades.
A tristeza faz dormir meu corpo e minha ilusão... ela habita meu ser de vez em quando - pois as alegrias nunca são permanentes - perante…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Ocote
Não existe um só dia
em que eu não viaje dentro
da América Latina,
percebendo os seus
românticos sinais
Há muito tempo iss…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Por te amar.
Por amar- te, vi-me perdido
Em meio a um querer, iludido
Por ser amado, talvez
Amor por amor é o bastante
Pois na sequencia …
A poesia de JRUnder