Alienados
Jantares corridos,
Sob silêncios enaltecidos,
Encarcerados para sempre,
Cativos pelo Luar,
Vozes ecoam a soar,
Fora de abrigos,
São chilreios entristecidos.
Acordo embriagado,
Pela cabeça pendurado,
Degolado para sempre,
Puzzle dum último patamar,
Esquecido para amar,
Desprotegido sem afago,
Vestiram-me de camuflado.
Sons dum rio a chapinhar,
Avivam-me como um troar,
Por mim desfalecido chamam,
Andorinhas vagueiam nas margens,
Os campos parem verdes vagens,
Dissolvo-me em fétido ar,
A Natureza insiste em me purificar.
Lx, 13-4-1995
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