Pobre de mim!
Andas a fazer sol em meu corpo
E de penitencia ainda me pedes
Que te aqueças.
Pobre de mim!
Que sou apenas a eternidade
Dos sentimentos que reservo para ti.
Andas a fazer luz em minha vida
E de castigo ainda anseias
Que me revele para ti.
Pobre de mim!
Que sou apenas o reflexo
Que emana de ti.
Andas a fazer-me
Instantes
Durantes
Importantes
Semelhantes a ti.
Pobre de mim,
que já não mim...
Significo sem ti!
Enide Santos 07/01/15
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