Quando Escrevo

O glorioso sol se perde,

No horizonte entre brumas,

Este chama-se Oeste.

Ao Leste,

Se encontra a pálida lua.

Arrebanhando as estrelas,

Expulsa a escuridão.

Olhos profundos aguardam,

Em grande silencio e solidão.

Sempre encantados,

Com tal profano coração.

Este sou eu,

Quem espera a noite,

Onde enterrado no breu,

Entrego à alma meu açoite.

Sofro por ti,

Alma do universo,

Quem leva e traz,

Lua e Sol.

Na noite amada escrevo,

Onde os sentimentos são livres.

Não vejo no escuro relevo,

Para que tropecem os mártires.

Possuem asas de cera,

Voando noite adentro.

Sou homem.

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