Depressão
Quando o rei sede o trono a rainha do céu;
A inocência aprisionada almeja liberdade;
Gota a gota dos olhos vai saindo;
De mãos dadas à tristeza descem pelo rosto;
Os olhos se fecham a verdade dolorosa;
E se abrem as mentiras confortantes;
Já passou, mas não foi embora, auto flagelo;
Na diversão, o destino fala que há cura pro mal;
E a loucura finge que tudo é normal;
Mas um dia você vai descansar;
E como ontem alguém diante do tumulo vai parar;
Estender-lhe a mão, cumprimentar e seguir;
De noite na cama deitado;
Chore a madrugada sozinho, esperando carinho;
Dos ossos frios da mão da morte.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Segredo dos Homens.
Os segredos dos homens se mantem guardados - não revelados pelo santo nome de { Adonai } São tão latentes em seus prazeres - que quando …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
VISÕES
Vejo aqui na frente Os seus olhos de doce mel, Me olhando de repente, Como que vindos lá do céu. Vejo o seu corpo na minha cama, Nu e li…
Celso Ciampi
Etílica paterna
a manhã ainda nem se achava perdida, confusa, no vão da madrugada o tempo desgovernado confundia o menino com o sono guardado abrindo a p…
AurelioAquino
Tempo encenado
arquivo de tanto o tempo perambula larga o passado nas veias do futuro a saudade no tempo disfarçado mascara de si cada passado o futuro …
AurelioAquino