Sentirei falta Um dia
As montanhas desaparecidas,
As noites de Verão esquecidas,
O pão nosso de cada dia,
Conversas até hora tardia.
Os ribeiros nascem dos rios,
Dos pardais ouvem-se os pios,
Da fonte jorra água pura,
O Sol põe-se, o céu perdura.
Campos verdes ao relento,
Ensombrados por nuvens ao vento,
Árvores esquecidas ao centro,
Com troncos ocos por dentro.
Vales húmidos lacrimejantes,
Geram terras ricas e pujantes,
O luar reflecte-se no orvalho,
A noite acaba mais um dia de trabalho.
Abrupta a falésia precipita-se no mar,
Azul tingido pelo céu a estrelar,
As ondas afagam a areia doirada,
Chamam ofegantes pela alvorada.
Lx, 23-3-1998
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2012-05-04
Belo poema Paulo diz tudo e nos mostra o caminho certo para ser compreendido são palavras que vem e desenrolam feito poemas.
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