Coisas banais

Medito até nas coisas não escritas
numa folha de papel em branco tão banais
Remendo os mesmos silêncios por onde hiberno matinal
Aprumo aquele bocejo deixado na corrente da vida
arguta e passional
fugindo-nos no rascunho do tempo
compulsivo e casual
assim que deixo a vida inventar-se
passageira, reciclada e tão cordial
Vou desabotoar o dia e fazer soar o eco
das palavras forjadas em conversas
banais
cicatrizando este poema inquieto
ocasional
quase, quase em estado terminal...
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*