Caída do Breu
À Caída do Breu profundo
Restando-se tão só os micropontos de luz
Em viagem pelo infinito espaço interestrelar
De cujas estrelas mortas o último brilho se reproduz
Despenham-se os meteoritos do passado
Das memórias mais vagas os detritos
Do vazio entretanto Buraco Negro criado
Entre o que se expandia e depois se absorveu
Pela esponja de giz que apaga o Universo
Desse conhecimento longínquo e disperso
Onde tão mais restou o rosto que prevalece
Do Big Bang que jamais acontece.
Filipe F. 2016
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