Desassossego
Não é insônia apenas desassossego
Que chega feito raposa acobertada pela campina
É esse ardor no peito que faz a alma chorar
Choro embebido de incerteza
Que bate com chicote e não perdoa
Não quero lágrima lavando rosto
Quero riso escancarado
Mas é na madrugada, na solidão sufocada
Que sou corpo e alma arrebentada
E choro esse choro que fica represado
E na escuridão da noite
Sou apenas mais um do mundo escondido
Quero gritar com todas as forças
Mas sou apenas sussurro
E a noite lambendo meu rosto
Sopra lentamente em meus ouvidos
Sons que deveriam ser esquecidos
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