Sopro de vida
Importei as tranquilidades do silêncio
pra dentro de mim
desafiando meu embriagado canto
que enlevo beber
nos lábios teus
assim enobreças a doce manhã
onde em ti cada beijo caber
-São palavras essênciais
ressurgindo no tempo etéreo
desintegrando
o fogo
a luz
a fonte onde rompendo as águas
beberemos indissolúveis cada
pausa de saudade assediada
à tua janela
- É um sopro de vida apartado
que repousa singela
entre solidões...de sentinela
assim irremediavelmente marcadas
convergindo até à morada efémera
por onde desencaixotamos
de vez tão fugaz imortalidade
recompensada pelos mistérios do amor
sem destino nem inquietações
apenas
tu e eu
embriagados na misticidade dos
nossos solidários corações
Frederico de Castro
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