Do Rio Constante

E aquele rio imenso correu desenfreado
Brotando daquela nascente outrora árida
Deserta e ignorante da plena vida,
Foi fiando por seu leito molhado

Ao desenlace naquele peito de afago
Despojando as virgens margens verdejantes
Daquelas nítidas tágides dos amantes,
Húmidas, frescas, enlaçadas em seu trago

Qual sereias cantando o encanto
Daquela fonte nascente delirante
Escorrendo o desamor num só pranto.

Ó rio incessante estuprando um peito!
Rasgando o caminho do seu contínuo leito
Pelas rochas eternas do amor a preceito.

Filipe F. 2016






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