MOMENTO DO TEMPO
O vento sopra agressivo,
Fecha-se a noite à tardinha,
Arrastam-se novelos na rua,
Desata a chuva miudinha.
O coriscar ilumina o céu,
Soa o ribombar do trovão,
Chora o beiral em ladainha,
Soltam-se as nuvens de breu.
Veem as cheias assoladas,
Assombram o momento agitado,
Correm as mãos apressadas,
Para limpar o triste estado.
Rolam pedras desprotegidas,
Pela ribanceira a beijar,
Ficam estradas entupidas,
Impedindo por lá passar.
Rosto do tempo, que muda,
O dia, a noite, o pensar,
As vestes, a luz que fecunda,
A semente a germinar.
Maria Antonieta Matos, 01 de Abril de 2016
Fecha-se a noite à tardinha,
Arrastam-se novelos na rua,
Desata a chuva miudinha.
O coriscar ilumina o céu,
Soa o ribombar do trovão,
Chora o beiral em ladainha,
Soltam-se as nuvens de breu.
Veem as cheias assoladas,
Assombram o momento agitado,
Correm as mãos apressadas,
Para limpar o triste estado.
Rolam pedras desprotegidas,
Pela ribanceira a beijar,
Ficam estradas entupidas,
Impedindo por lá passar.
Rosto do tempo, que muda,
O dia, a noite, o pensar,
As vestes, a luz que fecunda,
A semente a germinar.
Maria Antonieta Matos, 01 de Abril de 2016
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