Eu digo não ...

Eu digo não ...
Eu digo não ao brilho tolo,
Não quero em fatias curtas,
A vontade dum povo todo,
Quando é a vítima e o bobo,
Não quero viver ansiando,
Por migalhas tam-poucas,
Sendo eu Interprete terrestre
E actor das Histórias loucas,
Desta gente com coragem
De dizer - Não ..Não
Quero a minha vontade presa,
Nem a prisão de pensar ser outro
O brilho ou ver o brilhar
Não daquilo que querem
Que eu veja e deseje nas montras
Mas o que me interessa ter,
A fatia do pão e não o bolor do bolo
E a mesa cheia de quem interpreta
A historia louca deste povo,
Que não é idiota nem tolo,
Mas a cereja rubra do topo
E quando "se toma de razões",
Que se cuidem os "Dons"
Todos, senão "Ai Jesus Maria"
Joel Matos (03/2016)
http://joel-matos.blogspot.com
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2017-10-11
Dando continuidade às leituras de teus poemas. Porque são muitos e são bons, o que requer boa atenção e calma.
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