O poeta, sob o lençol,
só quer saber de lua;
nada de sol
e a companhia tua.

O poeta, sob o lençol,
não quer dormir...
Quer viajar sob o teu céu...
e que o prazer venha fluir.

O poeta, sob o lençol,
quer sentir seu calor,
apreciar o arrebol,
da manhã do teu amor.

O poeta, sob o lençol,
Não fica calado.
Quer cantar feito um rouxinol
em seus braços, entrelaçado.

O poeta, sob o lençol,
só quer dormir, quando vencido.
O poeta, sob o lençol,
declama e sonha. Não faz gemido.
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