O teu olhar penetrante corta-me como espadas afiadas

Sinto no peito uma dor fina como se me transpassassem com punhais

Minha carne fraca dobra-se e escorrega na lâmina destes metais

Desabafo minhas dores em poesias desesperadas

Observo minhas esperanças todas retalhadas

Deixo-me ser vitimado por crimes passionais

Aqueles que matam-me com amores fatais

E registram os fatos em infinitas laudas

É uma sina... é a dor infinda de ser poeta

De querer ser... de amar e se transportar...

Passear por entre multidões ou pela rua deserta

Se descobrir e mesmo diante de todo sofrimento se perceber

É a sina... sim é a sina de amar

Amar... amar até morrer.
Escritor Jailson Santos

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