Prelúdio de Verão

Teus olhos são o prelúdio do meu Verão
alegria distinta
prematura...em colisão
Silêncios que tanto almejo
desabrochando na velatura do tempo
colorindo os tons da vida despertando
em prefusão
Calei-me só pra escutar as entoações
vindas no bate-bate coração
Degustei sabores e lamentações
embebidas na vulgaridade da vida
Proliferei pele manhã ardilosa
ostentando o perfume que roubas
à minha nebulosa fugindo na
fresta do tempo
sem meios vocabulários
apenas e só
assim tão minuciosa
emboscada num único murmúrio
tremendamente graciosa
Foi o prelúdio do amor
a resposta a todas as ânsias
que me inflingiste
A insanidade que emerge
a nós tão conivente
sinuosa
airosa e de tantos, tantos
desejos aqui e acolá
sem excepção um dia me cingiste
Deixo na hereditariedade dos pensamentos
apenas este poema bailando no teu semblante
sem discrepâncias ou interpretações dormitando
numa gargalhada assim tão petulante
porque a vida essa
frenéticos de alegria comemoramos
no prelúdio do tempo onde sem mais táticas
eternamente nos aventuramos
Frederico de Castro
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