Melancolia

Melancolia
advento em folia
perfumando o tempo
franzino, esquecido
beirando todas as anomalias
dos meus versos em plena vigília
Melancolia
apedrejando os meus silêncios
acantonados na tertúlia dos dias
onde mendigo sem quezilias
um grito de desespero remetido
neste poema morrendo
quase de embolia
Melancolia
dos meus sonhos remetidos ao
túmulo de todas as indiferenças
mastigando cada degrau onde
pavimento o espólio das
minhas irrefutáveis lembranças
Frederico de Castro
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