TEOREMA DA MEMÓRIA
Quando a cinza
polvilha o estremecer
dos neurônios,
nenhum sorriso
ou contentamento
pode retornar
como impressão
convergente de luz,
ou memoroso humor,
ou lembrança cristalina.
Nada de recordar,
sequer um desejo,
ou sentido constrito
da névoa do passado,
nenhuma contemplação
é ainda o aspecto real
da vertente desilusão
de um poço esgotado
pela fadiga do tempo.
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