Alerta
Não gosto do escuro,
por isso,
recuso fixar o olhar
na chávena do café.
O escuro queima.
Abre-se a porta dos fundos
para poderes entrar.
A noite é uma criança.
Tens de brincar.
São precisos corpos.
Vamos às escondidas
jogar?
Há sempre roupa a mais
a cobrir o céu.
O segredo é o incêndio.
Arde em silêncio.
Encontro-me dentro
do teu pensamento.
Necessito respirar
o perfume líquido das rosas
brancas
que invade os lábios.
Ainda não respirei.
Cortei-me.
Fiz o sangue jorrar.
O poema faz-se
de sangue e carne.
Alerta:
Ser poeta é um ofício
que pode colocar
a vida em risco.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
A beleza de teus seios.
Oh... minha amada quero você junto a mim - como as pétalas de rosas que estão a nascer - em uma manhã de claridade surreal - onde a bel…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*