Exílio do Coração

Exílio do coração
Em toda a tua vida
Um mar de sombras
Mansa onda que desdiz ardida
É na foz do tempo a tua nascente
E a dor da chegada é tua partida.
Se todo o gozo é algoz saída
Na indolência suicida que vai e vem
Se todo o veneno é uma bebida
É insensato e pequeno não ir além.
É nesta pobreza que se morre à míngua
Com a fartura dos sentidos ao teu redor
Frente ao espelho uma negra língua.
O vazio da tua alma em mi menor.
Quando o sonho encharca uma semente
Os seus fantasmas no passado ficarão
E há tantas estrelas na noite que te oriente
Uma leve brisa transformar-se em furacão.
Alexandre Montalvan
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*