Um eco...num brado

Cai a tarde ardendo dentro
De mil sóis
O mesmo ato todas as manhãs
O dia quando se põe impregna
Os céus factuais com teus perfumes
Virtuais
Enfurecendo cada eco que
Brada pontual
Ouço ao longe o recuo do tempo
Sangrando no tépido e suave
Pestanejar dos ventos
O fôlego...num brado correndo
Embriagado se aconchega junto dos teus
Braços definitivamente acossado
No solar dos meus silêncios
Vejo a vida esvair-se pontual
Em desvarios
Fluindo na palestra de amor que
Alimenta o slogan das paixões em delírio
Desmaiando num mercenário
Sonho tão atrevido
Frederico de Castro
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