instante
Sinto o tempo passar suas mãos velhas sobre mim! Quanto tempo a andar em caminhos que não levam a lugar algum? Sinto que morro num passo e que sobrevivo no outro!
Igual os segundos que um a um invadem os séculos sinto a saudade me invadi também. E sem perguntar se pode ou não, ela troca o dia pela a noite ou a noite pelo amanhecer. Por isso, hoje só porque pensei em você, mesmo sendo dia o sol não apareceu. Então chorei! E Por tanto chorar neste passageiro e infinito inverno, minhas lágrimas congelarem e formaram mil estalactite de saudades dentro do coração vida a fora.
Sinto que carrego uma montanha pesada no peito, que quase não me deixa respirar. Mesmo assim respiro. Mas respiro muito por mais que o peso me afunde neste mar de existir! Porque eu tenho em mim tanto mar, como a vida em todos os seres que inundo-me de vida a cada vez que afundo.
Se eu pudesse concertar o destino que a palma da mão me deu;
Se eu encontrasse no céu uma estrela que brilhasse mais do que o sonho que morreu em minha vida;
Se algo surgisse em meio a tudo que não foi;
Se apenas isso eu pudesse...!
- Eu pagaria em tua mão e pularia paro o lado do amor e nem me importaria com o que ficasse do outro lado! Mas não! Poema é solidão é grito contido e alto é sabiá que nunca encontra palmeira pra cantar! Só isso! Não mais que isso! Mas é o começo de tudo!
Comentários (1)
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2012-05-31
Teu poema me levou além deste horizonte em busca dos meus própios sentimentos pois eu os encontrei aqui dentro quando eles eu li. Parabéns
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