Silêncio em mim
Os dias passam por passar
Espero uma hora que não quer chegar
Seguem, estes olhos, os ponteiros do relógio girar
E tentam, um tanto desesperado, não pensar
Mas ali estou, num canto de um quarto qualquer
A espera do castigo que vier
Abraço o único calor que posso provar
O calor de minhas próprias pernas, exaustas de tanto caminhar
Abalo-me num semitom particular, numa canção que não sei cantar
Eu decoro suas cifras, coloro poemas com sentimentos que não sei expressar
Estou tão vazio das coisas, tão cheio de tudo
Estou cheio de palavras e ao mesmo tempo mudo.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia
A força inexplicável ! - (soneto) - 25/07/2026
A força inexplicável, chamada sorte,
Como não é constante no indivíduo,
Por não ser ela um predicado assíduo
N…
Armando A. C. Garcia