aMARé
Ainda escrevo cartas de amor, mesmo que não tenham destinatário. Escrevo porque o amor em mim transborda. Sou como o mar imenso e profundo cheio de sentimentos. Sigo minha natureza, minha correnteza e não me importo de não ter um porto ou ao menos um simples farol. Escrevo cartas de amor não porque estou amando, mas porque tenho o dom de amar. Jogo minhas cartas em garrafas em minhas próprias águas na esperança de que em alguma praia meu marinheiro possa estar e tome seu barco a me velejar, que venha desvendar todo meu amor, esse mar de amar...
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