Geração coca-cola
A minha geração é da coca-cola dizem
Mas uma coisa é certa
É a geração que pedia a bênção dos pais
Que dizia aonde ia
Com quem andava
A que hora chegava
Que partilhava a refeição juntos
Que ajudava nos afazeres domésticos
Que tinha uma fé pra se alicerçar
Que não teve tudo fácil
Que nem sabia o que era estresse
E muito menos depressão
E nem sedentarismo
A minha geração não havia tanta gente malvada
E honrar os pais estava acima de tudo
Minha geração cultivava valores
E ter personalidade era a nossa marca
Não havia TV a cores
Nem máquina de lavar
Nem fogão de 6 bocas
Nem aspirador de pó
Nem celular
Nem notebook
Nem email
Nem tablet
A minha geração não tinha tecnologia, mas era feliz
Vivíamos na simplicidade e não havia
tantas desavenças
Não havia individualismo, pois existia família
Existia diálogo e também correção
A minha geração era de muitos filhos
E mamãe tomava conta de todos
O papai mantinha o nosso lar
Tínhamos tempo pra brincar
Tínhamos tempo pra ser criança
Não tínhamos pressa de querer ser grande
Brincávamos de boneca e de peteca
Tínhamos tempo pra tudo
Pra escrever cartas e poesias
Até pra tomar banho de chuva
De enamorar
De trocar olhares
E finalmente se conhecer
Não tínhamos medo de ir a escola
Nem medo de envelhecer
Hoje a geração é Maria vai com as outras
Vivemos o tempo da insegurança
Do imediatismo
Da fragilidade
Da intolerância
Do consumismo
Da falta de afeto
Da falta de diálogo
Da falta de respeito
Vivemos o tempo do tudo posso
Tudo quero
Nada temo
Do envelhecimento precoce
Vive-se o tempo
Da vaidade
Da superficialidade
Da mortalidade
Da competitividade
Da impaciência
Do estresse
Do fanatismo
Do extremismo
Dos ceticismo
Dos depressivos
Dos que promovem a violência
E praticam bullying
Geração do individualismo
Dos solitários
Dos abandonados
Dos enclausurados
Dos afortunados
Das maledicências
Vejo uma geração que não se ama
Que não se respeita
E que não tem limites
Uma geração que está sem direção
e a maldade é nua e crua
NA minha geração
Éramos felizes e sabíamos
Mas uma coisa é certa
É a geração que pedia a bênção dos pais
Que dizia aonde ia
Com quem andava
A que hora chegava
Que partilhava a refeição juntos
Que ajudava nos afazeres domésticos
Que tinha uma fé pra se alicerçar
Que não teve tudo fácil
Que nem sabia o que era estresse
E muito menos depressão
E nem sedentarismo
A minha geração não havia tanta gente malvada
E honrar os pais estava acima de tudo
Minha geração cultivava valores
E ter personalidade era a nossa marca
Não havia TV a cores
Nem máquina de lavar
Nem fogão de 6 bocas
Nem aspirador de pó
Nem celular
Nem notebook
Nem email
Nem tablet
A minha geração não tinha tecnologia, mas era feliz
Vivíamos na simplicidade e não havia
tantas desavenças
Não havia individualismo, pois existia família
Existia diálogo e também correção
A minha geração era de muitos filhos
E mamãe tomava conta de todos
O papai mantinha o nosso lar
Tínhamos tempo pra brincar
Tínhamos tempo pra ser criança
Não tínhamos pressa de querer ser grande
Brincávamos de boneca e de peteca
Tínhamos tempo pra tudo
Pra escrever cartas e poesias
Até pra tomar banho de chuva
De enamorar
De trocar olhares
E finalmente se conhecer
Não tínhamos medo de ir a escola
Nem medo de envelhecer
Hoje a geração é Maria vai com as outras
Vivemos o tempo da insegurança
Do imediatismo
Da fragilidade
Da intolerância
Do consumismo
Da falta de afeto
Da falta de diálogo
Da falta de respeito
Vivemos o tempo do tudo posso
Tudo quero
Nada temo
Do envelhecimento precoce
Vive-se o tempo
Da vaidade
Da superficialidade
Da mortalidade
Da competitividade
Da impaciência
Do estresse
Do fanatismo
Do extremismo
Dos ceticismo
Dos depressivos
Dos que promovem a violência
E praticam bullying
Geração do individualismo
Dos solitários
Dos abandonados
Dos enclausurados
Dos afortunados
Das maledicências
Vejo uma geração que não se ama
Que não se respeita
E que não tem limites
Uma geração que está sem direção
e a maldade é nua e crua
NA minha geração
Éramos felizes e sabíamos
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