A Dança dos Mortos
Quando surge teu espírito em meus retratos
Transforma minhas veias em asas de borboleta
Flutuo sobre o lago da Perdição, no Azul de teus laços
Sob o aviso da Eternidade, d'um pôr-do-sol violeta.
A escuridão devora-te em nossos lençóis
E o saboroso branco dos beijos tomam lascívia
Por minhas lágrimas, lutuosas por nós,
por nossa noite, por nossa Lua, doce melancolia.
Em uma vigília cruenta, austera,
Diana, ora chora, ora sorri, condolências exorbitantes.
E assiste, em sua solitária esfera,
à trágica agonia dos amantes.
A contemplar os pingos de vidro seráficos da Noite,
a Senhora nos observa, muito sádica, a Sequiosa.
Os passos epilépticos de um Anjo despido de imagens
semelhante a Cristo pela via dolorosa.
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