LÁ LONGE

Lá longe... descubro o Alentejo perto,
Uma vontade de descrevê-lo nessa planura,
Para matar a saudade que liberto.

Lá longe… o lápis desliza com lisura,
Em segmentos torneados e perfeitos,
Poema de mulher que move ternura.

Lá longe… experimento o mar que navego,
Pinto o desejo na memória esculpida,
Instantes… Dum sentimento cego.

Lá longe… a luz brilha no firmamento,
Há um entusiasmo que nunca adormeceu,
E que me leva a pintar cada momento.

18-12-2016 Maria Antonieta Matos
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