ROSTO DO TEMPO

Oh! Rosto que enrugas no caminho turbulento,
Que desenhas na pele experimentada emoção,
Que como rios que ondeiam ao te beijar o vento,
Mostram as marcas que desenganam a razão.

Rugas, brisas de sabedoria que empolgam a alma,
Sulcos de intempéries que ensinam o amor,
Memórias estremadas que o coração acalma,
No sentir duma criança que se abre em flor.

Doçura no olhar enigmático do sonho breve,
Embora complexo o folhear das páginas da vida,
Ressalta a beleza que o sorriso descreve.

A serenidade descortina o semblante diligente,
Movido de esperança e ânsia perseguida,
OH! Rosto que enrugas e que a idade sente.

Maria Antonieta Matos; 13-12-2016
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