Ó RIO QUE NÃO TE CANSAS

Ó Rio que não te cansas,
de correr desenfreado,
quando as nuvens ficam tristes
e caem lágrimas sobre ti,
Fazes lençóis de água bordados,
nos seixos encarquilhados,
que o vento com sua fala,
sementes por tudo espalha,
e, o sol resplandecente
faz nascer mais sorridentes,
lindas flores por aí.
Mas o tempo às vezes rebelde,
Seca tua boca de febre,
desvanece a cor que te cerca,
e até esse correr de atleta,
Que te dá vida e, o olhar acorda...
Ao entoar sapateado galante,
com saltos por vezes gigantes
Para deslumbrar quem te vê.
Ó Rio que afagas as vertentes,
que se riem de contentes
Quando o sol dá o bom dia,
Navegam seres arreigados,
Esvoaçam insetos malogrados
Nesses campos de alegria...
Espreitam cegonhas do alto,
as rãs por ti dão o salto,
em sublime sinfonia.
Ó Rio que penduras gotas de água,
o sol te cruza, aquece e toca,
e no prazer um clímax desagua,
no céu, muitas cores em meia lua,
e o sentir do olhar te foca
Maria Antonieta Matos 27-02-2017
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