ATRÁS DAS PORTAS
Seria simples entender as dores
Armazenadas em pastas passadas
Na memória dos soldados
Que em repouso dormem
Lembranças que pesam seus tiros
Alardeados em forma de conceitos
Defendendo preceitos básicos
Junto às situações sempre amorfas
Parte da rua recolhe as armas
Outra revive suas histórias reunidas
Dispostas nos acervos e desacertos
Como varrer a sala, os cômodos
Sem desprezar a sujeira nos quintais
Os neurônios advogam sob a causa
Insistindo que felicidade é o cumprimento
Dos riscos das suas esperanças
Salve comigo homem da labuta
Compartilha manjares sem sofrer
Nas manhãs em que os sóis esquecem
Suas presas derretidas atrás das portas
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