Dentro do silêncio

No estilo poético das mais nobres divagações
Evoco a sublime coreografia dos versos solitários
Misancene das inspirações inquietas deambulando
No proscénio das minhas alegações finais onde dou
Guarida a esta fé tatuada numa oração quase irreal
Dentro do silêncio sitio todas as brisas coniventes
Atapeto os caminhos desfilando no vácuo dos sentidos
Mais irreverentes...inexplícita luz brotando no ténue momento
Onde resguardo meus versos redimidos e confindentes
Dentro do silêncio asfixio esta dor que se deleita com
Os meus desassossegos mais veementes
Descalçando cada sonho que vislumbro no conforto
Do horizonte impávido depurando a vida engavetada
Na masmorra da saudade tão complacente
Qual artífice das palavras acocoradas na arte
Pomposa deste meu vocabulário geométrico
Monto meu puzzle de verbos e versos esotéricos
Polindo o perfeito sonho onde porventura esvazio
Todas as rimas viajando dentro deste silêncio obcessivo
Enfático...percussivo
Frederico de Castro
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