Soneto da Gratidão
Eles me deram a vida
no escuro, foram-me guarita
agora, adulto julgo escolher
já posso criar outro ser
Eles, embora o silêncio
corrompa o socorro ao vento
precisam, entre braços, de mim
pra ser-lhes afago até o fim
Senhor diretor, neste asilo as paredes
se enchem de tempo e os pisos
de lágrimas. Choram meus velhos
Não compramos todos os quereres
mas peço-lhe deferimento a risos
deixe-os comigo, em nosso castelo
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