Quem Dera
Quem dera, eu, enlouquecido de amor, ver-te bem de perto e sentir o teu perfume assim como o calor do teu belo e hedônico corpo e venerar o brilho dos teus olhos e o resplendor de teu rosto!
Ah, ninfa Daphne, filha do rio-deus Peneu! Não fujas de mim, pois é por amor que te persigo.
Oh, que tristeza ver teu peito revestir-se de uma leve casca, teus cabelos transformarem-se em folhas, teus braços metamorfosearem-se em galhos, teus pés cravarem-se no chão como raízes, teu rosto tornar-se o cismo do arbusto, nada a conservar do que fora, a não ser a tua etérea beleza.
Minha bela ninfa, já que não podes ser minha eterna amada, em meu jardim plantarei mudas de ti e usarei tuas folhas como coroa em meus triunfos para todo o sempre.
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