Descrente da história livresca
A história toda é uma farsa
Passada pelo vírus da acomodação
Múmia - pura verdade rara
Neste mundo sem reflexão
Imóvel, prêmio nobel de arte
Humana, paralisia da mente sã
Somos mumificados numa parte
Que passa crente à história vã
Os livros descrevem-na
Entre rabiscos e rasuras
Lecionam a quem ensina
Suas sombras são escuras
Da verdade só se respira a essência
Quando o cordão umbilical da mente
Contra crenças, luta à independência
Ganhando asas a liberdade ardente
Livro, importância da mente até o selo do pé
Não emende o vermelho das letras
Não barbeie heróis, pois, destes até o pelo é
E heróis, na maioria, são páginas extras
Heroína, ao certo, é a reflexão que lança saltos
Tem seus obstáculos no deserto de arquivos
E, com astúcia da dúvida, vão mais altos
Da miragem de letras livrescas, os seus voos
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