Descrente da história livresca
A história toda é uma farsa
Passada pelo vírus da acomodação
Múmia - pura verdade rara
Neste mundo sem reflexão
Imóvel, prêmio nobel de arte
Humana, paralisia da mente sã
Somos mumificados numa parte
Que passa crente à história vã
Os livros descrevem-na
Entre rabiscos e rasuras
Lecionam a quem ensina
Suas sombras são escuras
Da verdade só se respira a essência
Quando o cordão umbilical da mente
Contra crenças, luta à independência
Ganhando asas a liberdade ardente
Livro, importância da mente até o selo do pé
Não emende o vermelho das letras
Não barbeie heróis, pois, destes até o pelo é
E heróis, na maioria, são páginas extras
Heroína, ao certo, é a reflexão que lança saltos
Tem seus obstáculos no deserto de arquivos
E, com astúcia da dúvida, vão mais altos
Da miragem de letras livrescas, os seus voos
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Amor Meu
Houve alegria na despedida. Ele chamou-me de “Amor Meu”. Parecia um não se vá ou talvez um volta sempre. Seria ele meu servo obediente, o…
Vera Sousa
Amor Meu
Houve alegria na despedida. Ele chamou-me de “Amor Meu”. Parecia um não se vá ou talvez um volta sempre. Seria ele meu servo obediente, o…
Vera Sousa
Instinto mulher
Há na beleza calma, um fogo quase oculto,
Insulto; felina de andar puro; e de graça;
Raça no olhar, brilho sutil e rude; um cul…
Raquel Ordones
Janice on my mind
I keep on moving In the right direction In my life I need lots of people In my life I am always afraid To end up alone Every day I unders…
Aldo gabbay kraas