vejo tubos de néon vazios
que queimam a palma daquela
mão desnuada

deixam um traço
um sinal divinatório
e elaboram um mapa do céu sem fim

por breves momentos
desaparece sobre a luz pálida
do sol adormecido

a hera trepa as paredes
neste sono vigilante
atingindo a varanda da alma
de onde espero poder ver
a tua carne crepitar
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