A Doença Do Corpo – A Morte
Quando a força se esvai,
Aos poucos e poucos,
Lentamente, devagar.
Quando ainda ontem podia andar,
Enérgico, esbelto e assaz,
Egocêntrico, egoísta e jovem,
Inteligente, equilibrado e mordaz,
Atlético, imortal e feliz.
Hoje jaz deitado e entrevado,
Impotente, enfezado e sujo,
Indesejado, insalubre e dorido,
Introvertido, Infeliz e mortal.
Desiste ingloriamente resignado,
Desmiolado, rejeitado e esquecido,
Desonrado, desconhecido e cansado,
Autómato não autónomo,
Monótono de olhar estarrecido,
Vazio, baço e sem claridade.
A carne já em chaga,
Purulenta e decomposta,
Exposta aos elementos finais,
Putrefacta,
Pela terra a arfar,
E o cheiro Deus meu,
E o cheiro que exala!
Lx, 8-9-2009
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha