Eu, palavra!
Me corto...
me lanço no espaço
entre palavras soltas
que buscam as mentes
carentes
de lucidez!
Da minha loucura
nasce a simpatia
Da minha poesia
nasce o meu prazer
Da minha inocência
nasce a crueldade
Da minha verdade
nasce o meu padecer...
[ÊÊ! ÊÊ! Nasce o meu padecer!]
Me exporto...
me esguicho em riacho
de águas marotas
saciando as bocas
tão secas
que nunca têm vez!
Da imensa ternura
nasce a melodia
Da minha agonia
nasce o meu poder
Da minha indecência
nasce a realidade
Da minha bondade
nasce o meu perecer...
(ÊÊ! ÊÊ! Nasce o meu perecer!)
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