ATROPELOS
Eu nunca poderei ter me dito
Jamais serei esquecido
No tênue caminhar
Quanta solidez
Cavalgada pelo destino
Não consigo desarticular
Do cotidiano inequívoco
Dos impulsos traídos
Na beira do caminhar
Das lembranças oriundas
Do mais eterno esquecimento
Quanto lamento
Não adianta relembrar
O tempo passouEntre os dedos ficou a estrutura enaltecida do olhar
Tão longínquo que só me resta esperar
Do tempo fluído que transborda ao alvorece
Às vezes sem êxito na busca de um olhar
Margarida Cabral
Comentários (1)
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2012-07-11
Você atropelou veio e cuidou deste amor que se foi depois deixou que ele voasse por ai para quem sabe um dia voltar com a certeza de que ainda te ama.Parabéns
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