uma mítica ave negra
guia-me por caminhos insólitos
e na perpétua tristeza que me envolve
sinto a ausência deste corpo
sou um parasita na noite
da qual me alimento
sorvo o seu suco
tenho os olhos famintos
as mãos ensanguentadas
e a língua trôpega
do fel que a vida me deu
e sigo
no balanço do caminho
sem rumo
sem direcção
sem vida
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