Versos de amor...(Soneto)

Infinitas vezes, no escorrer dos dias
no passar do tempo, no escoar das horas
ouvindo o vento que ruge lá fora
escrevo prá ti, só prá ti, poesias...

São poesias tantas, ao som de sinfonias,
em brado, em grito que em mim aflora
e que escrevo na noite que não vai embora
e que a muito tempo perdeu sua magia...

São tantas noites que choro com o vento
que atordoa, embaralha meu pensamento
e que me embriaga de saudade e de dor...

São longas madrugadas sem acalento,
frias, solitárias, noites de tormento
em que escrevo versos prá ti, de amor...
(ania)
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Comentários (2)

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Aos poetas cabe amar também em versos, quando os braços não alcançam, quando as bocas não se tocam. Um amor pleno torna-se um inquilino ambulante, um novo órgão em nosso corpo, aquele riso gostoso e despreocupado que ilumina ambientes e deixa todos surpresos. Como é bom amar!