Fronteira das intuições

Na intuição de todo sentir
Os sentidos vagueiam pelos
Saborosos momentos que queremos redimir
Ao descortinarmos cada carinho contornando
A fronteira de tantas alegrias a repartir
Esgotaram-se todos os prantos
Deixei uma trégua em todos os meus silêncios
Para que se revoguem os pactos de amor
Clamando na solidão que assedia a vida pigmentada
De paixões e tantos sonhos ali sedimentados
E segui o cortejo do tempo despejando seus ternos
E gentis perfumes pela cordilheira dos teus sorrisos
E gracejos onde claudico saturado ensanduichado pelos
Abraços que antevejo em cada afoito vento uivando pelos
Poros do teu ser viçando na planície dos desejos aqui cevando
Deixei que o silêncio povoasse com balsamos o aprazível
Momento de tempo onde para gáudio da esperança
Amadurecíamos comprometidos...irreversíveis, semânticos,
Dissimulados por um acto de amor persuasível e mais romântico
Frederico de Castro
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