Yes...

Sim..
Arranhei todo o silêncio trepando pelas paredes
Desta imensa alumbrada solidão
Fechei cada fissura de tantas desilusões pré-fabricadas
Agonizando em digressões factuais nesta hereditária existência
Condenada ao degredo que recrio nas minhas poéticas digressões
Sim...
Definitivamente acordei todos os silêncios deslumbrados
Afagando o corpo do tempo escorrendo pelo tempo
Sem apelo nem agravo...assim desesperadamente castrado
Sim...
Despistei os ventos reverberando pelos quatro cantos
Da Terra, dividindo emoções, desmembrando corações interditos
Remediando todo desejo embebido num sonho por onde parasito
Sim...
Arquitectei a longura da noite húmida vestindo o
Lombo das mesmas estrelas brilhando no parapeito celestial
Luzindo entre os artelhos deste silêncio bamboleando tão sensorial
Sim...
Descalcei as sombras que passarinham chilreando confidenciais
Inaugurando com festivo ímpeto a intrépida palavra cantarolando
Esparramada entre nosso vocabulário apaixonante e crucial
Sim...
Em cada drink poético me embebedei saturado por tantos
Beijos orquestrados, viciantes , veementemente majorados na oficina
Dos desejos onde promulgo para sempre este amor agora tão revigorado
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Será fobia !!! - 29/09/2026
Quem sabe um dia ao acaso, quiçá,
Porventura, possa ou não acontecer,
E talvez, possa eu voltar a vê-la,
Quiçá…
Armando A. C. Garcia
Vento
Uma canção no pátio: O tempo é um ermo um erro dos solitários com ânsia vã o tempo é destino único não uniforme é a sede …
Darlan de Matos Cunha
Fábulas a Cantar.
Dentro de meu corpo a um vazio destes que nem os meus órgãos internos podem preencher . Minha alma sai pela minhas palavras insanas dest…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Talvez um dia !!! - 28/09/2026
Talvez... talvez um dia
Possamo-nos encontrar,
E envolver quem o diria
Dois pombinhos a arrulhar.
…
Armando A. C. Garcia