Amaldiçoada vida
Viva,
sem diferença no ser e no não ser,
dicotomia maldita das vidas amortecidas.
Sem querer viver mais assim,
tão doído,
Peço: Entidade que me guada a existência,
petrificada dentro do coração que me judia,
sangue invenenado,
Deixa eu ficar, dormido em mim.
Me priva do mundo que não me conheço,
que não me conhece.
Me deixa, em qualquer sonho mais vivo,
mais algo,
mais que esse não sei o que morto,
que acidifica a vida e a condena
em potência infinita.
sem diferença no ser e no não ser,
dicotomia maldita das vidas amortecidas.
Sem querer viver mais assim,
tão doído,
Peço: Entidade que me guada a existência,
petrificada dentro do coração que me judia,
sangue invenenado,
Deixa eu ficar, dormido em mim.
Me priva do mundo que não me conheço,
que não me conhece.
Me deixa, em qualquer sonho mais vivo,
mais algo,
mais que esse não sei o que morto,
que acidifica a vida e a condena
em potência infinita.
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